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23 junho, 2010

As lembranças de Marco

Marco lembrou daquele dia de noite escura em que passou com sua amada. Foi um relápso que passou aos seus olhos. Talvez seja por isso que agora ele chora tanto, gemendo de dor, embrulhando-se no escuro do quarto cinza, n° 33. É uma pena ter que saber que não é ninguém, mas lembrar que foi alguém e talvez alguém muito ruim.Outra lembrança passou por sua mente. Sim! Ele lembrara daquele rosto de frente ao dele, bem próximo, mas era um rosto...um rosto que ele conhecia e via quase todos os dias. O rosto de Daniel nunca lhe confudira, foi a primeira coisa que viu ao abrir os olhos quando estava caído entre as pedras da cachoera.
Claro! Tudo faz sentido agora. 
Todos os dias ao amanhecer Daniel estava lá, antes de ir ao trabalho e ao entardecer antes de ir para casa. Tudo estava se encaixando. Daniel só poderia ser um parente ou... ou um simples amigo, mas que poderia fazer diferença, poderia ajudar Marco a recuperar sua memória. Mas por que que Daniel estava alí todos os dias olhando por ele e por que ele chorava todos as vezes que Marco dormia, ou quando fingia dormir?
Uma dúvida veio à cabeça de Marco. Ele sentia uma coisa diferente, anormal.
Marco ageitou-se, pois ouviu passos vindo em direção à sala n° 33. Mas ele sabia que sonharia com aquilo, se dormisse ou que ficaria em clara a noite toda, se não fosse dormir.