
Tentativa de crônica.
O diário da índia
Nascida da terra, filha do vento, irmã do fogo e casada com a água. Menina mulher, pertencente a ninguém, tórrida, avassaladora por onde passa a beira de um penhasco prestes a se jogar. Lá estava ela intacta e pensativa. Pensava o quê aquela morena? Com um algo na mão, supostamente um caderno ou um diário, ninguém sabia ao certo ou ninguém estava ali para tentar descobrir, respirava fundo como se fosse o fim do mundo ou o inicio de uma nova batalha, uma nova era. Então num raio de segundo disparou com sua declaração tão abertamente à terra que parecia estar falando consigo mesma à frente de um espelho sem vergonha de contar sua mágoa gritando.
“Aqui está minha vida por escrito, minhas alegrias e minhas lágrimas. Se angario minhas realizações é por que estou firme e forte no que faço não por que sou filha da terra com o vento. Não dependo de imortalidade para viver. Também sou humana e mereço, mais que quais quer um o prazer de uma mulher”

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