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26 maio, 2010

O jovem escritor


Manaus, 26 de maio2010.

Todos nós temos uma necessidade. A minha eu estou descobrindo aos poucos em linhas retas do “Microsoft Word”. Percebo que tenho que escrever, pois meus dedos pedem por isso. Porém eu não sei realmente o que escrever. Eu deveria pegar coisas importantes que me aconteceu no passado ou inventar uma história, ficção, contos de fada e adaptar para a minha gramática. Mas com tantos contos, ficções e histórias que já foram contadas eu fico sem pensar no que escrever. Poderia escrever sobre um vampiro bonzinho que salva uma menina linda, e que acaba se apaixonando por ela, mas iriam dizer que eu estaria supostamente “plagiando” a saga “Crepúsculo”. Então, quem sabe, falaria de um bruxo que foi abandonado por seus pais e que tenta salvar o mundo de uma grande destruição. Isso seria muito parecido com Harry Potter, ia dar polêmica e isso não é muito legal. Não quando falam mal de você. Talvez, se eu lembrasse de algo... Ah, sim. Lembro do dia que eu me apaixonei por uma menina... Não! Isso não iria fazer ninguém ler o que eu escrevo, iria ficar parecendo com “Um amor para recordar”, pois ela morreu já faz algum tempo.
Ai. O que eu devo falar?
Toda vez é assim, eu escrevo algo e nunca termino, mas quando eu me acordo não penso em outra coisa a não ser escrever, escrever, escrever. Isso me deixa louco. As vezes eu estou bem dormindo e dou um pulo na cama para anotar em algo que eu pensei e que não poderia passar daquele ponto. As pessoas, para quem eu apresento o que escrevi, sempre falam “Mas você é muito novo para escrever”, “Isso está meio confuso”... Eu sei que sou novo, mas eu preciso escrever. É uma necessidade que eu tenho e preciso dizer o que penso, mas ninguém me ouve.
Eu moro com meu pai, mas ele só vive trabalhando, então eu não posso dividir o que sinto com ele. Minha mãe está muito preocupada com meus outros irmãos para ficar ouvindo delírios de um adolescente. Isso, de qualquer forma, parece com “Esqueceram de mim”. Aprendi a me virar desde pequeno. Acho que com treze anos eu já fazia minha própria comida, quando eu morava com minha mãe, pois ela, assim como meu pai só vive para o trabalho. Talvez tenha sido por isso que eles se separaram. E eles nem perceberam de que eu estava bem ali, debaixo do nariz deles. Assim fui aprendendo a fazer comida, ler livros, fazer minhas re-matrículas... É, minha vida é bem parecida com a de “Madlene”. Quem assistiu ao filme sabe.
Eu estudo em uma escola que não é Hogwarts, mas é bem legal, fora os desocupados que ficam nos esperando com faquinha de mesa e terçados amolados do lado de fora. Eu só sou mais um ponto insignificante dentre vários que aqui existem. Uma vez me falaram que “só vive neste mundo o mais esperto”, Michael parecia bem esperto, mas não viveu por muito tempo.

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